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É tempo de Starkbier!

O nome da cidade, München, vem do facto de Munique, em tempos, ter sido habitada quase exclusivamente por monges (Mönche, em alemão).
Se, em Portugal, associamos os doces conventuais aos conventos (perdoem-me o pleonasmo), aqui os malandros dos monges entretiam-se a criar e produzir cervejas.
Deixo aqui o meu agradecimento aos senhores, que sabiam muito bem aquilo que estavam a fazer.
Ora, a época de Quaresma está associada ao "jejum" e como as pessoas tinham que continuar a trabalhar (maioritariamente no campo), precisavam de obter a energia de outra forma.
Então do que é que os espertos monges se lembraram? Vá de criar uma cerveja para a Quaresma, que ajude a "alimentar" mais as pessoas!
Basicamente é uma cerveja à base de trigo, que passa por duas fermentações, o que faz com que tenha um teor alcoólico superior às cervejas ditas normais (por volta dos 10%).
Todos os anos, a partir de fevereiro/março até à Páscoa, as cervejarias organizam pequenos festivais dedic…

Não, não desapareci

Resumo das últimas semanas:
Terminei o nível A2 de alemão e comecei o B1. Continuo a não conseguir manter uma conversa que envolva mais que duas frases. Arranjei um tandempartner, para (tentar) treinar a minha conversação em alemão. Roguei umas quantas pragas à Segurança Social portuguesa, pela habitual incompetência. Estou em fase de elaboração do meu currículo em alemão. (óptimo para cortar os pulsinhos)
Ando demasiado cansada e com a cabeça demasiado cheia, para conseguir alguma inspiração para escrever no blog.
Estou a contar que isto acabe por melhorar.
Entretanto, vou tentando espreitar os vossos blogs, sempre que puder! :)

Das coisas que me fazem confusão

Chamem-me insensível ou digam que tenho mau feitio (tenho os meus momentos, bem sei), mas não consigo compreender aquelas pessoas que só não passam a segurança do aeroporto (com os familiares ou amigos que vão viajar) porque não podem.
O que chamar a isso? Na minha humilde opinião: masoquismo.
Agradeço à pessoa que teve a ideia de implementar a medida dos [apenas] 10 minutos grátis na entrada do aeroporto, porque assim é da maneira que tenho motivo para dizer "Não vais ficar aqui, a pagar uma pequena fortuna em parque, só para esperares que eu vá embora."
Prefiro milhões de vezes ficar sozinha no aeroporto, mesmo que esteja mais de uma hora por ali a vaguear (não faltam lojinhas e cafés para passar o tempo), do que ficar com companhia e depois começarem os choros e abraços.
Não. Isso é que não.
Honestamente, eu até acho que as pessoas que partem têm a mesma opinião que eu, mas não dizem aos familiares para não os magoarem. E é aqui que entra a minha insensibilidade: mesmo q…

Matar as saudades

De repente, dou por mim a comprar viagem para ir a Portugal daqui a uma semana. Já estava nos meus planos ir uns dias a Portugal (até porque preciso trazer alguma roupa para a Primavera), mas a verdade é que não planeava que fosse tão repentino.
Se, por um lado, estou contente por ir matar algumas saudades das minhas pessoas, por outro lado, o principal motivo que me leva a esta viagem não é bom.
A minha madrinha, aquela que é como uma segunda mãe para mim, a pessoa que a "substituiu", não está bem. O facto de se prever o pior, leva-me a ir a Portugal antes do que previa, para poder estar um bocadinho com ela.
A merda do cancro já me levou a minha mãe. Agora, ameaça levar a minha madrinha.
Pessoas que merecem o melhor, sofrem horrores. Que sentido isto faz?

A lógica ilógica da língua alemã

(Provavelmente poucos estarão por dentro de algumas características da língua alemã, por isso vou contextualizar um pouco, para perceberem este post.)
Em português temos dois artigos definidos (quatro, vá, se contarmos com o plural): o e a.
Em alemão, existem três artigos definidos: der (masculino), die (feminino) e das (neutro).
Um dos grandes dramas de aprender alemão, é saber os artigos das palavras. Existem "regras" (reparem que escrevi entre aspas) mas, para cada regra, existem 1001 excepções. Moral da história: temos mesmo que decorar. E agora vocês perguntam "Mas é assim tão importante saber os artigos das palavras todas?". É. "Porquê?" Porque depois temos umas coisas espectaculares, que são as declinações e, para declinarmos correctamente, temos que saber qual o artigo da palavra em questão. É um espectáculo. Só que não.
Anyway... Após esta pequena contextualização, vou-vos apresentar dois casos da lógica ilógica da língua alemã (isto vai-se tran…

Amizades que se perdem

Dois amigos.
Trocam confidências, desabafos, gargalhadas...
Começa a surgir uma atracção entre os dois. Mas nada que envolva novos sentimentos.
Eventualmente, envolvem-se.
Ela já sabe que, se continuarem com aquilo, vai acabar mal. E ela não quer perder aquela amizade.
Eles conversam e, após muita insistência dela, decidem continuar amigos como dantes... sem nada mais que uma amizade "normal".
Com o passar do tempo, ele começa a afastar-se.
Actualmente, não se falam. Não porque tenham discutido, apenas porque se foram afastando.
Ela sabia que isto ia acabar por acontecer, mesmo quando ele dizia que iria ser sempre amigo dela.
Ela tem saudades daquele amigo.
Mas, provavelmente, aquilo que tiveram nunca foi uma verdadeira amizade.
Perdeu-se facilmente.

O meu cérebro está velho para estas andanças

Apesar de alemão ser uma língua bastante diferente daquelas que conhecemos melhor, tem algumas palavras semelhantes (ou iguais) aos termos em inglês.
Tendo aulas de alemão diariamente e estando constantemente em contacto com a língua alemã (salvo seja!), tenho dado por mim a "substituir" certas palavras inglesas por palavras alemãs. Ora vejamos:
ist, em vez de isFußball, em vez de footballJa, em vez de yes ...
Estes são só alguns exemplos. Depois também me acontece não me lembrar da palavra em inglês e só me lembrar em alemão.
Querem ver que eu vou desaprender inglês, para aprender alemão? Espero que o meu cérebro comece a colaborar, para que isso não aconteça.
Estou a ficar velha, é o que é...