Mensagens

F*ck what they say

Um dos maiores factos sobre mim: sou imensamente insegura.
Não sou nenhum mulherão, não sou a típica mulher que se destaca no meio da multidão... Nunca o fui e não acredito que algum dia venha a ser.
Se penso desta forma e tenho esta visão sobre mim é pelos meus olhos, não por causa dos outros. Resumindo: não preciso que ninguém me aponte os defeitos porque eu sou a primeira a vê-los. Mesmo assim, quando alguém nos rebaixa, custa. Custa demasiado. E é algo que nunca esqueço, mesmo que não mantenha mais o contacto com aquela pessoa. Como já li várias vezes por aí, uma mulher esquece facilmente os elogios que lhe fazem, mas nunca esquece quando lhe dizem algo que a magoa.
Infelizmente (ou felizmente?), já me cruzei com algumas bestas. Analisando a minha vida até agora, acho mesmo que tenho um íman para filhos da p***. Eles vêm ter comigo, com falinhas mansas, mas no final eu apenas trago comigo todas as coisas que me disseram e que me magoram (e ainda moem).
Sinceramente, tenho os meus…

Já estive mais longe de arrancar cabelos

Ao fim de quase 4 meses em Munique, já consigo entender um pouco daquilo que os alemães me dizem e já vou conseguindo dizer umas coisas (com milhões de pontapés na gramática, mas ainda não dá para melhor que isto, que tenham a santa paciência).
Agora, chegou o momento de começar a enviar candidaturas.
1º passo: criar um currículo em alemão Depois de muitas horas perdidas naquilo (e não foram mais porque tive a preciosa ajuda de várias pessoas), olho para o meu currículo com orgulho. Não pelo conteúdo por si só, mas por ter conseguido criar um documento em alemão.
2º passo: carta de apresentação Se eu achava que o currículo me tinha dado bastantes dores de cabeça, a carta de apresentação quase que me pôs a saltar da janela. O facto de ainda ter um alemão bastante limitado, faz com que seja imensamente complicado construir um texto cuidado, onde consigamos referir tudo aquilo que é importante.
3º passo (que provavelmente ainda demorará um pouco a chegar): entrevista de emprego Acho que vo…

Boas descobertas pelo Spotify

Um destes dias abri o Spotify e não sabia exactamente o que queria ouvir. Vi algumas playlists sugeridas e escolhi uma que me parecia interessante: Morgenröte (amanhecer).
Não sei se vocês conseguirão encontrar esta playlist, mas tentem porque vale bem a pena. Músicas óptimas e que nos deixam com um mood especialmente bom! :)
Ora vejam lá se não tenho razão:

É tempo de Starkbier!

Imagem
O nome da cidade, München, vem do facto de Munique, em tempos, ter sido habitada quase exclusivamente por monges (Mönche, em alemão).
Se, em Portugal, associamos os doces conventuais aos conventos (perdoem-me o pleonasmo), aqui os malandros dos monges entretiam-se a criar e produzir cervejas.
Deixo aqui o meu agradecimento aos senhores, que sabiam muito bem aquilo que estavam a fazer.
Ora, a época de Quaresma está associada ao "jejum" e como as pessoas tinham que continuar a trabalhar (maioritariamente no campo), precisavam de obter a energia de outra forma.
Então do que é que os espertos monges se lembraram? Vá de criar uma cerveja para a Quaresma, que ajude a "alimentar" mais as pessoas!
Basicamente é uma cerveja à base de trigo, que passa por duas fermentações, o que faz com que tenha um teor alcoólico superior às cervejas ditas normais (por volta dos 10%).
Todos os anos, a partir de fevereiro/março até à Páscoa, as cervejarias organizam pequenos festivais dedic…

Não, não desapareci

Resumo das últimas semanas:
Terminei o nível A2 de alemão e comecei o B1. Continuo a não conseguir manter uma conversa que envolva mais que duas frases. Arranjei um tandempartner, para (tentar) treinar a minha conversação em alemão. Roguei umas quantas pragas à Segurança Social portuguesa, pela habitual incompetência. Estou em fase de elaboração do meu currículo em alemão. (óptimo para cortar os pulsinhos)
Ando demasiado cansada e com a cabeça demasiado cheia, para conseguir alguma inspiração para escrever no blog.
Estou a contar que isto acabe por melhorar.
Entretanto, vou tentando espreitar os vossos blogs, sempre que puder! :)

Das coisas que me fazem confusão

Chamem-me insensível ou digam que tenho mau feitio (tenho os meus momentos, bem sei), mas não consigo compreender aquelas pessoas que só não passam a segurança do aeroporto (com os familiares ou amigos que vão viajar) porque não podem.
O que chamar a isso? Na minha humilde opinião: masoquismo.
Agradeço à pessoa que teve a ideia de implementar a medida dos [apenas] 10 minutos grátis na entrada do aeroporto, porque assim é da maneira que tenho motivo para dizer "Não vais ficar aqui, a pagar uma pequena fortuna em parque, só para esperares que eu vá embora."
Prefiro milhões de vezes ficar sozinha no aeroporto, mesmo que esteja mais de uma hora por ali a vaguear (não faltam lojinhas e cafés para passar o tempo), do que ficar com companhia e depois começarem os choros e abraços.
Não. Isso é que não.
Honestamente, eu até acho que as pessoas que partem têm a mesma opinião que eu, mas não dizem aos familiares para não os magoarem. E é aqui que entra a minha insensibilidade: mesmo q…