16.05.2016, sabática futebolista

Sou portista. Já fui “doente” por futebol. Já chorei de emoção por futebol. Já festejei tudo aquilo que era possível festejar. E, por isso, custa muito ver o estado actual do F.C.Porto. Aquele não é o meu Porto, não tem garra. Os jogadores andam a passear com a bola e não mostram o mínimo esforço. E isto chateia-me. Mas eu arranjei solução para não sofrer com isto: desligar do futebol. Não vejo os jogos, nem sequer sei quando jogam. E só voltarei a apoiar quando vir que voltamos a ter uma equipa que quer ganhar. Acho que precisamos de um treinador que conheça bem a garra portista, que seja capaz de os pôr na linha. Aos milhares que os jogadores ganham, têm mais que a obrigação de dar tudo pela camisola que vestem. Se não dão, não têm lugar aqui. Infelizmente, parece-me que a única solução é uma limpeza total para se começar do zero. Não reconheço o meu Porto.

O Benfica foi um justo campeão e o Jorge Jesus e o Bruno de Carvalho mereceram pagar por tudo aquilo que disseram. Não sei o que os sportinguistas sentem, mas no lugar deles eu iria sentir vergonha das atitudes que eles tiveram ontem. E espero, muito sinceramente, que o Pinto da Costa não tenha a infeliz ideia de trazer o Jorge Jesus para o Porto. Não suporto a falta de humildade e a falta de noção daquele homem.

A todos os benfiquistas, parabéns pelo campeonato. Foi merecido. E o vosso treinador é um senhor.

Comentários

  1. O futebol foi um dos meus primeiros amores e ainda hoje continuo apaixonada. Sou portista, convicta. Esta época foi para aprender, para ver como quando o rumo não está certo tudo pode cair.

    Quanto ao resultado do campeonato, acho que ambas as equipas, e não falo de presidentes nem de posições publicas dos treinadores, poderiam ganhar e ser justo.

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  2. Amiguinha, se queres voltar a festejar, é mudares de clube. :P Agora a sério, tens a análise muito bem estruturada e fica-te bem o fair-play. Só um reparo: nunca devemos desligar apenas porque as coisas não estão a correr bem. Devemos, sim, ter uma voz activa para que o estado de coisas se altere realmente. Caso contrário, se nos afastamos, a tendência é para que tudo se mantenha igual. Repara no exemplo do Benfica e na força que nós, sócios e adeptos, temos e como isso também pode alterar o rumo dos acontecimentos. Esta vitória não foi só do Rui Vitória, que fez um extraordinário trabalho, dos jogadores, que foram de uma entrega e obstinação incríveis, ou da estrutura, que está uns furos acima das outras. Foi muito nossa, do comum dos adeptos, que carregou a equipa ao colo nas alturas mais críticas. Vou dar-te o meu exemplo. Fui ver o jogo com o Sporting em que levámos 3, levantei-me aos 70 minutos como todos os outros que lá estavam e gritei bem alto «eu amo o Benfica!». Quinze dias depois, com o Boavista, estava lá de novo a puxar pelo meu clube. E como eu estavam lá mais 46 mil. É assim que se cresce, é assim que se ultrapassam os obstáculos, é assim que se sai vencedor no final.

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    Respostas
    1. Nos primeiros tempos de derrotas, ainda consegui fazer isso. Mas o meu coração não aguenta tamanho sofrimento.

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  3. Eu sou Benfiquista e ate a mim me custou ver o Porto, principalmente, nas competições europeias. :/

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  4. Deixa-os poisar e se para o ano o Porto voltar a ter uma equipa à Porto e se juntar ao grupo da luta pelo título, o Jorge Jesus e o Otávio Machado vão ter muito que ladrar.

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