22.03.2016, fobias

Não me considero uma pessoa medricas, mas (como qualquer pessoa, acho eu) tenho os meus medos.

Em situações extremas (quando não me sinto segura, vá), tenho medo de alturas e começo a sentir tonturas. Foi a passear pelas muralhas do castelo de Sortelha que descobri que afinal também tenho vertigens.

No geral, sou uma mariquinhas no que toca a bichos. Não sou daquelas pessoas que se recusa a ir acampar ou a ir para o campo por causa de formigas e outros bichinhos que tais, mas a verdade é que dispensava todas aquelas bichezas. Mas o meu verdadeiro medo, aquilo que me deixa em pânico e me faz soltar berrinhos e dar uns saltos (mesmo sem razão)... são as abelhas. Abelhas, vespas, abelhões... para mim é tudo igual e são todos bichos do demo. Eu, que adoro a primavera e o verão, odeio estes seres esvoaçantes que aparecem precisamente nessa altura do ano.

E porque é que sinto todo este medo?
Porque já fui picada e tive um episódio traumatizante? Não.
Porque sou alérgica? Não faço ideia se sou ou não.

O meu medo das abelhas surgiu quando, ainda em criança minúscula, vi o filme My Girl. Aquele episódio em que o miúdo morre por causa das abelhas traumatizou-me. Eu devia ter uns 6/7 anos quando vi o filme, por isso aquilo quase que se tornou um filme de terror para mim. (Sim, porque em tempos eu fui inocente ao ponto de achar que o Ghost Busters era um filme de terror). E sim, eu sei que o miúdo morreu porque era alérgico, mas isso são pormenores insignificantes para a criança que estava a ver o filme. A partir daquele dia, as abelhas passaram a ser bichos demoníacos que só têm o intuito de picar a ser malvadas com as pessoas. E não me conquistam com o mel, que passo bem sem ele.

Agora imaginem as tristes figuras que faço, sempre que me cruzo com uma abelha. Eu, com 28 anos, transformo-me numa criança em pânico. Se puder, encolho-me em posição fetal enquanto solto uns sons estranhos. Se estiver na rua, sou menina para dar um salto ou começar a correr. É triste (e vergonhoso), mas é verdade. E eu tento controlar estes reflexos, juro que tento, mas o meu batimento cardíaco acelerado e os suores frios não ajudam. Ainda há tempos, "obriguei" um colega de trabalho a matar uma abelha que entrou no gabinete, senão acho que tinha um colapso por estar no mesmo espaço que a maldita. Desde esse dia que ele me goza :(

Comentários

  1. O que me ficou desta publicação (e peço mesmo desculpa por isso): o facto de teres 28 anos! :p Julgava-te mais nova, vá-se lá saber porquê!
    Eu cá também passava bem sem as abelhas e essas tais bichezas de que falas... Mas a verdade é que elas são muito importantes...
    Beijinho*

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  2. loool
    Ah para mim é normal, eu se tou num sitio e aparece uma abelha, tapo a minha cara, meto me também em posiçao fetal, e sim emito uns sons ridiculos.. mas estranhamente fico parada, tipo "não estou aqui" xD

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