15.03.2016, dos vícios

Existem vícios que se tornam hábitos.

O meu grande hábito viciante é o café. Penso que me iniciei neste consumo por volta dos 13/14 anos. Lembro-me que comecei por tomar carioca de café, porque supostamente seria mais saudável que o café, mas em pouco tempo passei a tomar um belo de um expresso depois do almoço. Mas só um por dia, porque “és muito nova para andares a tomar vários cafés”. Já devia ter uns 16 anos quando comecei a tomar café também à noite. Mas isto era algo que só acontecia ao fim de semana. Quando entrei para a faculdade… Aí tinha dias em que chegava aos 10 cafés (às vezes ultrapassava). A média diária andava pelos 4/5 cafés, mas naqueles dias mais complicados, se eu tivesse uma máquina por perto, tomava um café sempre que tivesse 2 minutos de pausa (convenhamos que os cafés daquelas máquinas eram algo muito soft, por isso 2 valiam apenas por 1). Actualmente, tomo 2 cafés por dia: um quando chego ao trabalho e outro depois de almoçar. Só se sair à noite é que costumo tomar café também à noite.

Conheço pessoas que, no máximo, podem tomar um café (fraco) depois de almoçar. A partir daí nem tocam no café, senão não dormem. Por vezes, gostava de ser assim. A cafeína nunca me tirou o sono nem é algo que me deixe eléctrica, por isso os meus pais também permitiram que eu começasse a tomar café com aquela idade. Mas quando durmo pouco e estou perdida de sono, tomo mais cafés do que habitualmente, com aquele pensamento de “preciso de um café para acordar”. Óbvio que sei que não vai ser o café que me vai tirar o sono (até porque sou capaz de beber um café e adormecer a seguir), mas só aquela pausa de minutos, por poucos que sejam, e aquele saborzinho a café que fica, é o suficiente para me despertar mais um pouco e dar-me aquela forcinha necessária para continuar acordada. Apesar de a cafeína não surtir um efeito aparente em mim, se eu falhar o meu café matinal é todo um problema. Fico com dores de cabeça, leves mas muito chatinhas, que mesmo depois de tomar café demoram a passar. Isso é algo que às vezes me acontece ao fim de semana. Normalmente não fico na cama a manhã toda (o hábito de acordar cedinho durante a semana não me deixa dormir como gostaria ao fim de semana), mas se por acaso fico mais um pouco na cama e não vou fazer um café para beber… dor de cabeça para metade do dia, pelo menos!

A cafeína já está em mim e eu ressaco se a tento “largar”. Mas, se há vícios que gostava de perder, este é o meu vício predilecto, do qual não tenciono abdicar!

Comentários

  1. Temos uma relação idêntica com o café.
    Comecei a beber café muito novo e na altura ficava elétrico e, às vezes, mal disposto. Durante muitos anos bebia apenas um café a seguir ao almoço e outro a seguir ao jantar. Mais tarde passei a tomar outro antes de começar a trabalhar, mas desde que as máquinas caseiras começaram a tirar cafés de qualidade (as primeiras eram uma desgraça que nem tinham bomba: usavam a pressão da água quente e os cafés saíam uma porcaria), bebo no mínimo 5 por dia.
    Com a continuação deixou de me tirar o sono. O cafezinho a meio da viagem, para não adormecer ao volante, não surte qualquer efeito. E é um "vício" muito gostoso que não tenciono deixar. Sem café fico com a neura e dores de cabeça, mas já tenho estado períodos sem beber café e penso que se fosse necessário, por motivos de saúde, era capaz de deixar, sem problemas.

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  2. Sou sincera, não gosto de café, só daquele tipo café da borra que aqui no ribatejo se faz em casa numa panela :P E raramente bebo, tenho de estar mesmo a desejo. Mas tbm nunca puxei para beber cafés por isso não me viciei :P

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  3. Adoro café, mas passo bem sem ele!
    O meu vício, neste momento, e talvez o único, é correr!! Tornou-se um vício. Mesmo! Levanto-me cedo para ir correr, saio do trabalho e vou correr...pago para correr! Enfim!

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