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29.04.2016, a fauna dos ginásios #3

E cá estou eu de volta, com mais um espécime para juntar à lista.
Só para recapitular, já temos: - Miúdas maquilhadas - Homens triângulo invertido - Popozudas assanhadas
E eis que agora vos apresento os fortalhões parideiros.
Estas criaturas gostam de lhe dar forte na carga. Quanto mais peso, melhor. "É para turbinar!". Depois, é vê-los roxos com as veias quase a explodir na testa, deixando-nos sujeitos a um banho de sangue caso tal aconteça (às vezes tenho uma imaginação um bocadinho macabra, eu sei). Cada puxadela que dão é cada gemido que sai. Das primeiras vezes que me cruzei com exemplares desta espécie cheguei a questionar se estaria num ginásio ou numa casa de alterne. É um bocadinho desconfortável... Uma pessoa fica sem jeito, a fazer exercícios no meio de tanto gemido. Controlem lá esses sons, vá.

28.04.2016, não custa nada

Havia algo que já não fazia há uns anos, por pura procrastinação: doar sangue. Vai-se adiando e adiando e, quando nos apercebemos, já se passaram anos desde a última vez. Como hoje o Instituto Português do Sangue e da Transplantação veio até à empresa para uma campanha de colheita, aproveitei para colocar isto em dia.
Conheço várias pessoas que nunca doaram sangue por medo, outras por pura ignorância (pensam que o sangue que doam lhes vai fazer falta, como se o nosso organismo não tratasse de o repor)... E depois temos aquelas pessoas que gostavam de doar, mas não podem.
Se nunca doaram sangue, informem-se dos locais onde o podem fazer na zona de residência e experimentem. Vão ver que não custa nada! E estão a ajudar alguém que precisa :)
No site do IPST têm toda a informação sobre o assunto, caso tenham dúvidas. Têm aqui alguma informação básica para potenciais dadores de sangue e aqui têm mais algumas respostas a perguntas frequentes sobre o assunto. Se estiverem interessados, tamb…

27.04.2016, às vezes gosto de ser do contra

Vi toda a primeira temporada de Game of Thrones, quando ainda só meia dúzia de gatos é que seguiam a série. Acabava de ver um episódio e ansiava para que a semana passasse rápido, para que saísse um novo episódio. Entretanto, terminou a primeira temporada e seguiram-se 10 meses de espera para que iniciasse a segunda temporada. Nestes 10 meses, parece que meio mundo descobriu a série e a partir daí foi todo um fanatismo sempre a crescer. Quando a segunda temporada começou, eu perdi a vontade de ver. Cansei-me de ver tudo a falar do mesmo, ainda antes de sair o primeiro episódio. E, mesmo sem acompanhar a série, continuo a saber praticamente tudo o que acontece porque as pessoas insistem em partilhar com o mundo aquilo que meio mundo vê.
Conclusão: o fanatismo desenfreado faz-me perder todo e qualquer interesse.

26.04.2016, terças com sabor a segunda

Há que adorar estas semanas que começam à terça-feira. Ainda mais quando vêm com o sol (finalmente!). Nem sequer sinto aquela irritabilidade típica da segunda-feira...
Apesar de ter sido um fim de semana (prolongado) de sol, perfeito para 1001 actividades ao ar livre, acabei por não o aproveitar muito nessa vertente. No sábado à tarde fui comer um gelado à beira mar, para receber o convite de casamento do BFF (so sweet!) e, de resto, fiquei por casa. Aproveitei para preparar a roupa de verão para o bom tempo que parece finalmente ter chegado e para organizar umas coisas por casa, qual dona de casa desesperada.
Se há arrumação doméstica que não me custa fazer, é trocar a roupa de inverno pela de verão! :D

22.04.2016, fanatismo post mortem

Como é de esperar, hoje meio mundo fala do Prince e partilha músicas dele.
“De repente, todos passaram a ser fãs nº 1 do Prince.”
Se, por um lado, acho um pouco absurda esta súbita adoração por um artista quando ele morre, por outro, acho natural que assim o seja. Eu, pelo menos, não ouço sempre a mesma música todos os dias. Gosto de muitas bandas mas, como é óbvio, não passo os meus dias a idolatrar os artistas que admiro. O mesmo se aplica a actores, escritores… Se alguém que idolatro morre, não é assim tão estranho que fale disso e que partilhe algo sobre isso. E isso não significa que só me lembre dessa pessoa porque morreu.
Mas depois temos o outro lado da moeda… Pessoas que correm a comprar todos os álbuns/livros/filmes e mais alguns (como se nunca mais fossem ter acesso aos trabalhos dessa pessoa), que partilham 1001 vídeos e artigos e que escrevem textos muito sentidos (que terão sido escritos enquanto acabavam com mais uma caixa de Kleenex)… Deste grupo de pessoas, acredito q…

21.04.2016, já não tenho idade para isto

Jantares de aniversário a meio da semana, que terminam a altas horas da madrugada. Vir trabalhar com 4 horas de sono.
Assim, nem consigo pensar decentemente.
Pior: hoje ainda é quinta-feira, o que significa que logo não me vou poder deitar a pensar que posso recuperar todo o sono perdido.

20.04.2016, a fauna dos ginásios #2

Já tinha falado por aqui sobre dois tipos de espécimes que se passeiam por entre as máquinas e os pesos, quais pavões em ritual de acasalamento. Hoje venho acrescentar mais uma categoria:
As popozudas assanhadas Têm um comportamento semelhante aos homens triângulo invertido, no que diz respeito ao exibicionismo. Usam roupas que não passam despercebidas a ninguém, não apenas pelo reduzido tamanho, mas também pelas cores néon e mistura de padrões 90's. Também passam grande parte do tempo a desfilar, numa proporção de 5 minutos de exercício para 10 de descanso. São muito altruístas e fazem sempre por inflamar o ego do saradão mais próximo, passando a mão no pêlo sempre que podem.

Este post foi escrito no seguimento da visualização de um espécime desta categoria que foi treinar de vestido. Sim, vestido. Aliás, para mim, aquilo seria uma tshirt comprida, mas ela estava a usar como vestido. E não, não tinha micro calções por baixo, o "vestido" tapava pouco mais que o rabo e da…